domingo, 20 de novembro de 2011

O retorno de Saturno...



São lábios afinados num tom mutável de uma inconstância não sintonizada...
Os que refletem as imagens do abismo de uma caixa torácica pulsante.
Maldizem a continuidade promiscua de uma linearidade de malfadadas emoções.
Onde o desordenado ordena cores psicodélicas.

São frutos do vazio aleatório,
os personagens caricatos que chegam ao topo.


Degustam a vida consumindo seus corpos,
braços, mãos, dedos e alma,
por terem se libertado do hospício da razão.



Bem vindo ao circo dos pesadelos...



Sabe que horas são?












???????????????????????????????????????
















kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...













E hora do chá....








                           




quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Mavórtico






E no meio de tantas coisas eu encontrei,
Aquele velho apego já conhecido,
Vestia seu melhor traje pra impressionar,
Meu velho e bom inimigo.

Após infindáveis guerras,
De exílio como sentença,
Eis a proposta feita:
Retorno como recompensa....
Ele a enviou.






E ela trazia Marte,
mesmo sem querer...

Penetrava-me os sonhos,
com cheiro, cores,
toques, escapulários,
e vermelhidão belaz...

Mal sabia do Karma infausto,
mesmo tentando se esconder...

Eu fazia dos meus braços refúgio,
para que o estado mavórtico,
dos verdes olhos aguerridos,
não precisassem negar,
não precisassem temer...

Ainda sim, ineficaz...

Meu traidor era uma frincha,
mesclada a pugnaz guria...

Como pontificar a desdita do seu medo?
sem apaniguar meu inimigo.
Como ataviar o que sinto?
sem ser enleado a uma argúcia cárcere.

Ergástulo!

Beijos e lábios inolvidáveis,
Sofreados ímpetos por conta de toleimas,
Cominações iminentes anunciando derrogação,
Derrota.

É preciso impedi-lo... conte-lo.
para que ao amanhecer, meus pulmões possam resfolegar,
Já que tens que existir eternamente em mim,
Meu velho e bom inimigo,
que seja... decapitado.

E no meio de tantas coisas eu a encontrei,
e Ela trazia Marte,
mesmo sem querer...

Eu fazia dos meus braços refúgio,
para que a perene batalha findasse,
e eu pudesse recostar em seu leito,
em paz...

Ela com a vermelhidão,
e olhos verde aguerridos,
em estado mavórtico,
belaz...

Beligerante carmesim pertinaz.








terça-feira, 12 de outubro de 2010

Minha sempre verdade...


Meu amor... Sei que pode parecer terror e até impossível,
Pode parecer distante e inviável,
Ser parte da mesma alma e resistir a sede dos corpos,
mas é a melhor parte de mim que está com você.
Sei que os dias são longos como a eternidade,
Que a distancia é absurda e indesejável,
Mas agradeço pela sua existência,
Na travessia desse deserto.
Se eu a amo como alguém nesse mundo pode amar,
E eu a amo,
Meu caminho é apenas um,
Ao seu lado,
Em seu coração,
Colado em você.


Eu amo você...


Jamais duvide disso.




Para o mundo escutar...
muito,muito...
; )

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O grande Maya - Parte um - Amor verdadeiro.


- Será que pode me ajudar?

- Claro que posso, ainda não se convenceu disso?


- Não é que eu seja ingrato, mas suas ajudas nunca são o que espero.

- Não é que eu seja rude, mas sempre me pede coisas imbecis.


- É um pedido imbecil querer me apaixonar? Sabe tanto sobre todas as coisas, então porque não me ensinar sobre o amor?


- Tudo o que eu lhe ensinei até agora foi sobre como amar, não me amole com sentimentalismos.

- Você deve estar de brincadeira.

-
Não estou.

- Então, o que devo fazer?

- Achei que nunca perguntaria. Seus sentidos lhe pregam dezenas de peças todos os dias. Eles ludibriam a real forma de todas as coisas. Se quer realmente aprender sobre o verdadeiro amor, deve aprender a enxergar através. Através de toda e qualquer ilusão.

- Como posso fazer isso?

- É bem simples. Nesse exato momento existem algumas amarras que o prendem no mundo das ilusões, você deve se libertar delas.

- O que são essas amarras, mestre?

- Não sou seu mestre, já lhe disse. As amarras são as coisas que você não pode deixar. Tudo aquilo que você julga ser indispensável. Elas se encontram disfarçadas e podem estar em qualquer lugar. Podem ser as roupas de seu corpo, uma simples pessoa ou até alguma lembrança. Existem infinitas formas para as amarras.

- Não compreendi.

- Não compreendeu porque é burro. Veja bem, se eu lhe pedir para saltar de um abismo, você saltaria?

- É claro que não! Não quero morrer.

- Sim, é claro que não. Não saltaria porque é preso a vontade de viver. Logo o abismo é uma limitação sua.

- Essa limitação é uma amarra?

- Sim e não. Porque você saltaria de um abismo? Seria uma total insensatez. Mas se eu lhe dissesse que nada lhe aconteceria ao saltar, saltaria?

- Como poderia sobreviver a uma queda tão grande?

- Não importa. A questão é que a mesma auto-preservação que não lhe permite saltar também o limita. O segredo sobre as amarras é encontrar a contradição e resolve-la.

- Eu não saltaria...

- Não saltaria porque está preso ao mundo das ilusões. Mesmo sabendo que não morreria, questionaria a certeza da sobrevivência pois seus sentidos e medo o privariam da verdade. Em seus conceitos, saltar é o mesmo que morrer e não há outra possibilidade. Deus poderia aparecer afirmando sua salvação que sua razão inventaria uma forma de se auto-preservar. Provavelmente, questionaria a identidade de Deus, dizendo ser o próprio Diabo.

- Mas o que isso tem de amor?

- Todas as coisas. O amor é a pura verdade. Para encontra-la é preciso se livrar das amarras. Só se livrando das amarras o mundo das ilusões desmorona.

- Pode me dizer quais são minhas amarras?

- Não, se eu lhe dissesse você estaria aprisionado para sempre.

- Aprisionado? O que quer dizer com isso?

- Uma vez que o homem não descobre por si só suas próprias amarras, elas se tornam invulneráveis. Nessa condição ele não encontrará a única maneira de desata-las, que é resolvendo sua contradição.

- Pode me falar mais sobre a contradição?

- Posso te falar sobre contradições em geral. Você com sua preguiça tem a pretensão de receber o conhecimento mastigado. Possui a fadiga da massa robótica que não produz o próprio pensamento.

- Eu realmente não tenho idéia de como resolver essa questão.

- Aceitar que não pode resolver, mas que resolverá, é destrinchar a contradição.

- Entendo. Então o segredo é aceitar que no presente não vou saltar, mas que um dia saltarei?

- O segredo está em encontrar um motivo para saltar, e também um para não.

- Mas assim terei dois motivos, qual deles devo seguir?

- Os dois ou nenhum deles. A fluidez proporcionada pela contradição é o segredo. Essa fluidez é a responsável pela queda das amarras e conseqüentemente da ruína do mundo das ilusões. Você não deve ser nenhum dos motivos, deve usa-los como ferramentas. A qualquer momento, tem que estar pronto para tudo, seja para saltar de um abismo, seja para fugir dele.

- Mesmo que signifique saltar para a morte?

- Sim, mesmo que signifique morrer. A contradição se aplica a tudo. Qualquer coisa que não passe por ela, pode vir a ser uma amarra, não há como saber.

- Como aplico isso a meus relacionamentos, como emprego esse conhecimento a paixão que quero encontrar?

- Primeiramente esqueça essa idéia estúpida, é um bom começo.

- Esquecer? Mas é por isso que estou aprendendo!

- Essa vontade descabida pertence ao mundo das ilusões. Não há totalidade nesse desejo, nem final feliz.

- Que dizer que é impossível ser feliz me apaixonando?

- Não, quer dizer que você é mesmo muito mimado. Quer amar e quer que o amor seja do seu jeito. Tem preguiça de limpar a lama que impede seus olhos de ver a verdade, então, idealiza uma paixonite e chama isso de amor.

- Então o que é o verdadeiro amor? Não posso concebe-lo.

- Não pode concebe-lo pois já tem um formato pré pronto em seus conceitos.
Desista desses absurdos, esqueça-os.

- Não sei se posso fazer isso, mestre.

- Então acaba de encontrar sua primeira amarra.

- Se eu desistir de me apaixonar, não tenho mais porque aprender sobre o verdadeiro amor.

- Desistir dos absurdos e aprender sobre o verdadeiro amor, caracteriza sua primeira contradição.

- Acha que consigo, quer dizer, acha que conseguirei entender tal desígnio?

- Não acho nada, nem sou seu mestre. Sou apenas um homem sem amarras, cego para as ilusões. Você pode ser quem quiser, basta querer. Gosta de viver mentiras?

-Não, claro que não.

- Então liberte-se da prisão.




sábado, 21 de agosto de 2010

Periferia via lactea...




Enfim retorno a terra,
Daqueles bravos homens que não conheço,
Cujos os feitos serão lembrados,
Em livros jamais lidos.

Enfim o amor regressa,
Ao coração virgem, despreparado.
Envenenado pela sabedoria,
Do inferno das malditas escolhas.

Enfim reencontro a imagem,
Da importância que me atribuía,
Alocada no presente em cacos,
Ciente do fim de seus dias.


Feito criança em inocência,
Ar em vento,
Movimento,
Estado,
Chego ao lar que nunca deixei,
Meu corpo ainda habitado...

Encontro a mim em silêncio,
Os dois meditam, lado a lado,
Um veste o branco da luz,
outro o peto do Diabo...

Pereço fronte a eles,
O espelho indeterminado,
Cujo a encruzilhada é o próprio caminho,
E a escolha o fato,

Nada me dizem,
Eu nada digo...



"... Ontem depois de um longo dia de trabalho cheguei exausto em casa. Tudo que queria era um banho e uma cama com cobertores que me acolhessem na inconsciência da realidade. Ao fechar os olhos não apaguei, tive a impressão que pela primeira vez, ( E é sempre essa a sensação ) estava realmente acordado. Eu estava dentro de mim, perdido em algum átomo obscuro de uma de minhas células. Eu não estava só, flutuando a minha frente estavam duas pessoas, dois de mim. Um vestia branco o outro preto. Eles nada disseram durante todo o tempo, eu nada perguntei..."


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Memorando...


Caminho pela terra, ela não é de ninguém,
Uma impessoalidade descabida, ignorante,
Sou um Deus em meio a vassalos, apenas por saber,
por estar ciente da Divindade,
por consentir a verdade,
Por redescobrir meu Ser.

Fecho os olhos e vejo quase tudo,
Cores, sensações, intenções e possibilidades,
A maior parte de mim,
Chamada por infinitos nomes,
por finitas crenças,
Deus...
Sopra pelo vento,
um cântico opaco,
que me guia sem mentiras,
sem o grande Maya.

"... Os planetas nada mais são que escolas onde se ensina a arte da plenitude.
"

"... Só existe o amor, tudo mais são derivados dessa mesma força que nos é ensinada a cada segundo de nossa existência..."






" Somos todos um..."

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Para minha ex-melhor amiga...




Ouvi dizer, li em algum lugar,
um comentário impertinente, descrente, avassalador,
acertou meu ego com tamanha precisão, feito tiro na cabeça,
essa boca maldita que fala ao próprio cú.

Fui tarjado, rotulado, descrito,
logo eu, que não tenho cor definida,
que meu preocupo em ter um canto suave,
fui denominado: "velho hábito"

Feito apego mesquinho e acomodação,
um julgamento imutável de toda uma eternidade, perpetua-se na lingua da miserável víbora,
e a cascavel quer alfinetar...

Será que já não tem mais pregas?
Nenhuma dor lhe é suficiente?
Suas unhas não estão encravadas?
teu cabelo não necessita de cuidados?
Não ????
então a perfeição lhe faz o mal do universo,
pois sobra o tempo que queria lhe arrancar.
assim como urros de dor,
atropelando os dentes que, um a um, cairão de sua boca.

Cuidado!

Meu ego aflorado é o mesmo que suas palavras tocam,
E eu não o sou,
ele sim, machuca, revida, vinga,
grita ao quatro cantos que és uma prostituta,
que deverias fazer melhor uso da afiada língua,
limpando a própria merda,
e caso não possa,
pra me chamar...
Eu lhe ajudo a arrancar as costelas.